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  • 07 Fev
    Seja o amor da sua vida

    Seja o amor da sua vida

    Eu sempre me amei muito, me amei ao ponto de não precisar procurar "amor" em lugares diferentes que não fossem dentro de mim mesmo. 
    E isso sempre fez com que eu afastasse algumas pessoas a minha volta. Por me amar tanto, ao ponto de sim, me colocar em primeiro lugar e me afastar caso atitudes alheias me fizesse sentir menor do que sou ou despertassem sentimentos que não me deixasse confortável o bastante para ao menos, estar ali.
     
    O amor próprio vem acompanhado de egoísmo e orgulho (o que vejo como necessário em muitas etapas de nossas vidas). Mas assim como tudo, há um meio termo. O tal meio termo é saber o que é certo ou errado, é ter a responsabilidade emocional com os outros e saber quando ceder. E o ceder, muitas vezes, é literalmente abrir mão. 
     
    O que acontece, muitas vezes, é que as pessoas não estão preparadas ou amadurecidas o suficiente para nos ver ir embora por pura lealdade a quem somos, a quem lutamos todos os anos de nossas vidas para conseguir seguir em frente. Elas não estão preparadas para nos ver libertas. 
     
    "Permitir-se" torna-se inútil quando chegamos a um ponto que qualquer passo que damos para estar ao lado de alguém, na verdade, nos machuca, nos faz mal. Quando chegado a esse ponto, precisamos sim usar o amor que temos por nós, para então sabermos que independente do amor que carregamos pelo outro, não é o suficiente para nos sentirmos completos e muito menos, amados. 
     
    Minha visão sobre as pessoas sempre foi muito ampla. Não há como entender como cada uma age diante das situações e muito menos entender o "porquê” delas agirem de tal forma. Tudo o que devemos, é respeito. Respeito a quem elas são. 
     
    Costumo dizer que todos os anos me ajudaram a criar todo esse amor. Todas as experiências que tive devido ao estilo de vida que escolhi e amo viver, me ensinaram que ninguém tem o direito sequer de me abalar ou me fazer mal. E partir daí, eu sempre soube o exato momento de abrir mão daquilo que já não me fazia bem (seja de algo ou alguém). 
     
    Muitas das pessoas e situações que passam por nossas vidas vêm com o dever de nos ensinar, mas não irão nos ensinar para sempre, muitas delas apenas nos mostram o caminho que devemos continuar (ou até mesmo parar). 
    Nós temos sim o dever de nos conhecermos melhor com o passar do tempo e isso é impossível de se fazer sozinho. 
     
    É tudo uma questão de autoconhecimento. 
    É preciso se conhecer e se amar antes de qualquer passo, para que então, seja o que vier, venha para somar!